07 de julho de 2026
A 3ª edição do Simpósio Infecto Icesp, que aconteceu nos dias 26 e 27 de junho, promoveu a atualização e a troca de experiências em infectologia e controle de infecção hospitalar em pacientes oncológicos.
O evento foi organizado pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) reunindo palestrantes nacionais, como os profissionais do Icesp, além de internacionais. O encontro contou com mais de 130 participantes e teve como público-alvo médicos infectologistas, oncologistas, hematologistas, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais de saúde dedicados ao cuidado oncológico.
Mensagem das lideranças
Os organizadores do evento do Icesp deram às boas-vindas aos participantes e declararam na abertura:
“É uma grande alegria dar as boas-vindas a todos nesta terceira edição do Infecto Icesp. Nossa expectativa é que este evento seja um espaço dinâmico e repleto de trocas de experiências, além de aprendizados práticos, funcionando também como um ponto de encontros e reencontros fundamentais para a nossa comunidade profissional”, disse a coordenadora de Enfermagem do SCIH/Infectologia do Icesp, Michely Fernandes Vieira.
“Estamos muito felizes em realizar este evento, cujo maior valor é a construção de relações e a oportunidade de fazermos parcerias. Procuramos trabalhar com duas vertentes que se cruzam constantemente, a infectologia e o controle de infecção em oncologia, para aprofundar esses debates essenciais”, comentou o coordenador das Clínicas de Base e do SCIH do Icesp, Prof. Dr. Edson Abdala.
“O Infecto Icesp é um orgulho que cresce a cada ano, trazendo palestrantes internacionais e profissionais de outras instituições. Esse evento reforça o papel do Instituto, que vai muito além de atender casos complexos, envolve também a produção e difusão de conhecimento para toda a comunidade científica”, finalizou o Diretor Executivo do Icesp, Dr. Arthur Violante Sapia.
Confira as atividades do simpósio
O primeiro bloco do dia 26, que tratou sobre a neutropenia febril, começou com a palestra “Manejo da Neutropenia Febril no contexto da multirresistência bacteriana”.
Em seguida, foi promovida uma mesa-redonda “Prevenindo infecções no paciente neutropênico”, momento em que foram discutidos assuntos como a profilaxia para vírus do grupo herpes, a contenção de riscos de transmissão e aquisição de vírus respiratórios, e acerca da alimentação, trabalho, esportes e lazer com segurança.
Já o segundo bloco debateu o gerenciamento do uso de antimicrobianos, no qual os especialistas discutiram a importância do investimento em diagnóstico para além do tratamento, o uso e consumo de antimicrobianos e a avaliação dos desfechos por meio dos indicadores microbiológicos e clínicos. Logo após foi realizado um simpósio-satélite sobre novas estratégias vacinais para a prevenção do paciente oncológico.
O terceiro bloco abordou as novas terapias oncológicas. Inicialmente foi promovida uma mesa-redonda que tratou sobre a terapia atual em onco-hematologia incluindo CAR-T cell e biespecíficos.
O quarto bloco promoveu outra mesa-redonda com a discussão sobre infecção fúngica invasiva, abordando diagnóstico, tratamento e micoses endêmicas.
No último bloco do dia, que tratou de infecções virais, foi debatido sobre doenças exantemáticas para contenção de riscos individuais e coletivos. Na ocasião foram discutidos os temas da varicela, sarampo e arboviroses.
Já o segundo dia do evento foi marcado por dinâmicas práticas, como um workshop sobre Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), além da promoção de discussões de casos clínicos. O dia foi concluído com uma mesa-redonda que tratou das particularidades das infecções nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) oncológicas.