1) Devo parar de trabalhar ou realizar minhas atividades diárias após receber o diagnóstico do câncer?

O indicado é tentar manter as atividades diárias e o trabalho normalmente. Contudo, sabe-se que novas atividades poderão fazer parte do dia a dia, como consultas médicas frequentes, exames invasivos e tratamentos demorados, como a quimioterapia. Tudo isso pode afetar o seu estado geral e demandar mudanças. É importante que você perceba e respeite os novos limites do seu corpo, sendo assim uma boa opção nesse período é verificar a possibilidade de diminuir a jornada de trabalho.

2) Posso fazer exercícios físicos ou devo ficar em repouso?

Sabe-se que a rotina após o diagnóstico de câncer muda muito. São consultas, exames, tratamentos frequentes. É aconselhável levar a vida o mais próximo ao normal possível. Caso você não tenha o hábito de fazer exercício físico regularmente, converse com o seu médico. Se você já se exercita, tente manter as atividades o mais próximo ao ritmo normal, mas escute o seu corpo – respeite momentos de descanso para recuperação de energia.

3) Em que situação devo procurar o hospital?

Em geral, pacientes são orientados a procurar o serviço de saúde em caso de febre (temperatura maior ou igual a 37,8ºC); falta de ar súbito; convulsões; confusão mental; dor de aparecimento abrupto ou difícil de suportar; mal estar intenso, mesmo que não se saiba o porquê; diminuição de força nas pernas de aparecimento recente; náusea ou vômito que impedem a alimentação ou ingesta de líquidos; diarreia intensa; sangramento sem ter sofrido ferimento. 

Se você é paciente Icesp, não esqueça de ligar para o Alô Enfermeiro antes de comparecer ao CAIO.

4) A quimioterapia em comprimido é tão eficaz quanto a quimioterapia intravenosa?

Nas últimas décadas, a ciência tem avançado muito. A possibilidade de fazer quimioterapia utilizando comprimidos é um exemplo claro desse avanço, visto que o paciente pode fazer o tratamento contra o câncer em sua própria casa. Mas a quimioterapia via oral está disponível apenas para alguns tipos de câncer, ou seja, cada quimioterapia tem uma indicação específica. É válido lembrar a importância de seguir as orientações do farmacêutico quanto à guarda do comprimido de quimioterapia no domicílio, assim como as orientações do enfermeiro quanto às condutas na presença dos possíveis sintomas decorrentes do tratamento

5) Toda quimioterapia faz cair o cabelo?

Não. A queda de cabelo depende do tipo de quimioterapia usada e da sensibilidade do paciente ao tratamento. Vale lembrar que a queda de cabelo é temporária, isto é, após o término do tratamento, o cabelo volta a crescer normalmente.

6) Meus familiares podem usar o mesmo banheiro que eu durante o período de quimioterapia?

Sim. Apenas alguns tipos de quimioterapia são eliminados pela urina ainda com ação do medicamento. Converse com o seu médico e/ou enfermeiro e veja se a quimioterapia que está recebendo exige algum cuidado especial.

7) Posso tomar sol durante o meu tratamento?

Alguns quimioterápicos podem aumentar a sensibilidade das células da pele e, se exposta ao sol, podem ocorrer manchas ou até mesmo queimaduras. É importante conversar com o médico e/ou enfermeiro para tirar dúvidas relacionadas especificamente ao seu tratamento.

8) Existe algum tipo de risco para as pessoas que convivem comigo durante a fase em que estou fazendo radioterapia?

A radioterapia é um tratamento muito útil na área de oncologia. Ela tem diferentes indicações e diferentes formas de aplicação, podendo ser externa ou interna (braquiterapia). A mais frequentemente indicada é a radioterapia externa, em que o paciente recebe raios de radiação na região do câncer, evitando-se ao máximo afetar as células normais nas áreas próximas ao câncer. No caso da radioterapia interna, material radioativo é temporariamente introduzido no câncer. Ambos os tratamentos são ambulatoriais, isto é, o paciente vai e volta do hospital a cada sessão no mesmo dia e não se torna radioativo após o tratamento. Assim, o paciente em tratamento radioterápico pode conviver normalmente com as pessoas.

9) Pólipos no intestino ou miomas no uterino podem virar câncer?

Pólipo é um tumor benigno, que pode parecer uma verruga, que se forma na mucosa do intestino (cólon e reto). Em geral, o pólipo começa bem pequeno e cresce lentamente no decorrer dos anos. Pouco mais da metade dos pólipos do intestino, quando avaliados em laboratórios, são do tipo “adenoma”- considerados “pré-malignos”. Esse tipo de pólipo tem grande chance de se desenvolver em um câncer de intestino. Os outros tipos de pólipos não são preocupantes. Para saber se o pólipo é ou não um adenoma, é necessário fazer biópsia por meio de colonoscopia, ou cirurgia para retirar o pólipo, realizando a análise laboratorial do mesmo. Ao contrário dos pólipos intestinais, os miomas no útero da mulher são tumores benignos que não se tornam malignos. Muitas mulheres podem ter miomas e nem saber que os tem. Os miomas podem aparecer em vários locais do útero, em diversos tamanhos, provocar ou não sintomas. O tratamento pode ser cirúrgico, mas em muitos casos pode-se apenas observar clinicamente a sua evolução.

10) Participar de pesquisa é seguro?

Antes de uma pesquisa ser oferecida a um paciente, muitas etapas são cumpridas para garantir a segurança do paciente. Um projeto de pesquisa é analisado por várias comissões que envolvem diferentes profissionais a fim de assegurar a questão ética e legal da pesquisa. Muitas vezes, participar de uma pesquisa acaba sendo uma oportunidade de receber um tratamento inovador para o controle do câncer.

11) Posso fazer uso de qualquer medicamento durante o tratamento?

Somente o médico que acompanha o seu caso poderá dar orientações adequadas sobre esse assunto, receitando ou suspendendo medicações sem causar prejuízos ao tratamento. Converse com o especialista antes de tomar qualquer decisão.

12) Consigo tirar dúvidas sobre os resultados dos meus exames por telefone ou internet?

Apenas um especialista que esteja a par do seu caso tem condições de avaliar exames, procedimentos ou diagnósticos, sejam eles feitos dentro ou fora da instituição. Se suas dúvidas envolvem exames, procedimentos ou diagnósticos realizados aqui no hospital, entre em contato com a equipe assistencial ou o médico que te acompanha em sua próxima consulta. 

INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO PAULO

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