15 de setembro de 2026
O Instituto do Câncer teve participação de destaque no 35º Congresso Brasileiro de Patologia. Em conjunto com a Divisão de Anatomia Patológica do Hospital das Clínicas (HC) e o Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o Icesp esteve presente na comissão científica, em palestras, apresentações orais e pôsteres.
Durante o evento, ao todo foram 11 prêmios e distinções conquistados, sendo nove diretamente relacionados à equipe do Instituto. As premiações contemplaram apresentações, pôsteres, trabalhos de residentes, relacionados a Citopatologia, Seminário de Lâminas e o prêmio concedido pela Associação dos Patologistas do Estado de São Paulo (APESP) de melhor trabalho.
Para o chefe do Laboratório de Patologia do Icesp e professor do Departamento de Patologia da FMUSP, Prof. Dr. Evandro Sobroza de Mello, os resultados demonstram a força da produção científica desenvolvida pela Instituição. “Nossa participação foi particularmente expressiva, não apenas pelo número de trabalhos apresentados, mas principalmente pela qualidade da produção, que se traduziu em um número significativo de premiações em diferentes áreas da Patologia”, comenta.
Além das premiações, sete apresentações orais foram escolhidas como “Melhor Trabalho da Área”, nas áreas de Cabeça e Pescoço/Patologia Oral; Patologia Hepática e do Trato Biliar; Patologia Endócrina; Citopatologia; Hematopatologia; Autópsia/Patologia Cardiovascular; e Patologia Gastrointestinal. Nesta última, o reconhecimento representa o quarto congresso consecutivo em que um projeto da Instituição é eleito o melhor da área.
A coordenadora da equipe técnica do Icesp, Vanesse Maria da Costa atua na produção científica do grupo, especialmente em estudos sobre colangiocarcinoma. Nos últimos três congressos brasileiros da especialidade, participou da apresentação de trabalhos e recebeu premiações, evidenciando a atuação conjunta entre médicos, equipe técnica, residentes e pesquisadores.
Entre os temas discutidos estavam novas classificações tumorais, biomarcadores, diagnósticos moleculares e medicina de precisão. O grande destaque ficou com a Patologia Digital e o emprego crescente de ferramentas de inteligência artificial na prática diagnóstica, na pesquisa e no ensino. A digitalização de lâminas permite novas formas de organização do trabalho, discussão e compartilhamento de casos. Para o Prof. Dr. Evandro, essas tecnologias já estão ganhando espaço nos grandes centros oncológicos, contribuindo para a evolução da assistência, pesquisa e ensino.