27 de julho de 2026
No início de julho, a equipe do Icesp realizou dois procedimentos de crioablação utilizando uma nova tecnologia. A técnica consiste em uma terapia ablativa térmica que utiliza um gás (argônio ou nitrogênio), liberado por agulhas especiais, com a capacidade de produzir baixíssimas temperaturas para congelar e destruir células cancerígenas.
Os procedimentos foram viabilizados por meio do empréstimo de um equipamento e da doação dos insumos necessários. Foram tratados um paciente com câncer renal primário e outro com metástases pulmonares de câncer intestinal, ambos realizados no Centro de Intervenção Guiada por Imagem (CIGI) pela equipe do chefe da Radiologia Intervencionista do Icesp, Dr. Marcos Menezes, e do chefe da Radiologia Diagnóstica do Icesp, Dr. Guilherme Lopes Pinheiro Martins.
Durante o procedimento, as agulhas são posicionadas diretamente no tumor sob orientação de exames de imagem, como a tomografia computadorizada. Essa técnica permite visualizar, em tempo real, a formação de uma “bola de gelo”, que engloba completamente a lesão, garantindo sua destruição com margens de segurança.
A crioablação é indicada principalmente para tumores pequenos em pacientes que não podem ser submetidos à cirurgia ou para lesões localizadas próximas a estruturas delicadas, nas quais a preservação dos tecidos saudáveis é fundamental.
Entre as principais vantagens da técnica estão a alta precisão, a ausência de grandes incisões (apenas uma agulha), e o fato de ser um procedimento praticamente indolor, já que o próprio congelamento exerce efeito analgésico. Além disso, proporciona recuperação mais rápida, menor dano aos tecidos adjacentes e melhor preservação da função do órgão tratado, permitindo, quando necessário, novos tratamentos ao longo do tempo.
“Como o Icesp é um dos maiores centros formadores e realizadores de terapias ablativas do SUS no país, trazer a crioablação para nossa Instituição representa uma oportunidade extraordinária para que nossos residentes tenham contato com uma das tecnologias mais modernas disponíveis. É também uma demonstração de que seguimos na vanguarda do tratamento oncológico, comprometidos em oferecer aos pacientes do SUS acesso a procedimentos eficazes, menos dolorosos e que preservam melhor a função dos órgãos”, destacou o Dr. Guilherme Lopes Pinheiro Martins.
“Os maiores centros oncológicos do mundo já utilizam essa tecnologia de forma rotineira. Nosso maior orgulho no Icesp é justamente proporcionar o que há de mais avançado na medicina, alcançando excelentes resultados oncológicos com menor morbidade e uma recuperação muito mais rápida”, concluiu o Dr. Marcos Menezes.
