18 de fevereiro de 2026
Cerca de 63% dos pacientes que chegam ao Instituto apresentam estádio III e IV da doença, conforme aponta o Registro Hospitalar de Câncer (RHC), um serviço de coleta, armazenamento, processamento e análise das informações de pacientes atendidos em unidades hospitalares com diagnóstico confirmado de câncer. Entenda melhor sobre a complexidade dos casos tratados e os tumores mais frequentes da Instituição.
Como um dos maiores centros oncológicos da América Latina, desde a sua inauguração, em 2008, o Icesp já atendeu mais de 146 mil pacientes e atualmente 38 mil seguem em tratamento e acompanhamento.
“Somos referência no atendimento de casos de alta complexidade, recebemos pacientes em estágio avançado da doença. Nosso compromisso é oferecer sempre um tratamento integral, humanizado e de qualidade”, explica a diretora executiva do Icesp, Joyce Chacon Fernandes.
O RHC é obrigatório quando a instituição é habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento oncológico. No caso do Icesp, por se tratar de um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), está em funcionamento desde o início das atividades.
As informações levantadas são posteriormente enviadas à Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP), órgão oficial do Estado de São Paulo, responsável pela consolidação e divulgação desses dados.
A partir das informações geradas pelo RHC do Instituto é possível monitorar os dados da assistência prestada, conhecer o perfil epidemiológico dos pacientes que são atendidos na Instituição, e subsidiar pesquisas voltadas à identificação de fatores de riscos, prognóstico e sobrevida.
Conheça os últimos dados de pacientes atendidos no Icesp no período de 2008 a 2023 sem tratamento prévio (excluindo os tumores de pele do tipo basocelular e espinocelular) e o perfil de atendimento do hospital: neste período a maior parte dos pacientes atendidos apresentavam estádio IV da doença; eram homens na faixa dos 60 a 69 anos e os tumores mais frequentes eram de mama, colorretal e próstata.
Campanhas de educação em saúde reforçam a importância da conscientização
O Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, é uma iniciativa global organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), e tem como propósito incentivar a conscientização sobre a doença, além de buscar contribuir para o controle e prevenção por meio da disseminação de informações.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028.
O Icesp é referência em assistência, ensino e pesquisa, e tem um papel importante na conscientização sobre a doença. Entre algumas ações do Instituto estão atividades de educação em saúde na Avenida Paulista, em estações de metrô, shoppings e outros locais de grande circulação, em que equipes multidisciplinares do Icesp promovem iniciativas para orientação da população sobre o tema.
“Datas como o Dia Mundial do Câncer são momentos para reforçar a importância das ações de conscientização e o nosso compromisso de disseminar informações de qualidade sobre prevenção. As campanhas, que desenvolvemos ao longo do ano, são fundamentais para orientar as pessoas sobre os sinais de alerta e incentivar à promoção de hábitos saudáveis. Dessa maneira, esperamos contribuir para a diminuição dos casos avançados que chegam ao Instituto”, comenta o presidente do Conselho Diretor do Icesp, Prof. Dr. William Carlos Nahas.
Quer saber mais? O Instituto lançou recentemente uma nova página em seu site com dados do RHC da Instituição. Nela é possível acessar os casos por estadiamento, as doenças mais frequantes por sexo biológico e faixa etária, além de estar disponível um mapa interativo para consulta dessas informações. Acesse o link.