Os pacientes do Icesp passaram a ser convidados, todas as quintas-feiras pela manhã a participar de uma sessão de terapia assistida por cães. A ação é realizada semanalmente em parceria com a ONG TAC.

Pioneiro no Brasil, o projeto do Instituto é diferenciado por unir na mesma sessão pacientes que estão passando por tratamento radioterápico no hospital – indicados pelas equipes de enfermagem e de psicologia –, juntamente com seus acompanhantes e profissionais de saúde do setor. 

Diferente da visita de animais, realizada internamente pela ONG Patas Therapeutas, a terapia assistida por cães tem como objetivo criar um impacto na autoestima do paciente, colaborando com a melhoria do manejo do tratamento e com a própria adesão ao tratamento por parte do paciente.

Além de aumentar a sensação de bem-estar dos indivíduos, devido à liberação de hormônios de prazer, como a serotonina e a beta-endorfina, a presença dos cães deixa as pessoas mais confortáveis e menos estressadas, o que faz com que elas fiquem mais receptivas a interações, aumentando a socialização e a verbalização.

“Tivemos o cuidado de passar por um processo de adequação às normas da nossa Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e de incluir no projeto somente pacientes indicados pelas equipes que os acompanham em seu tratamento, tudo isso para que a ação seja, além de benéfica, segura para todos”, ressalta a Dra. Karina Moutinho, coordenadora do serviço de Radioterapia do Instituto.

Durante as sessões de terapia, os participantes são estimulados a refletir sobre temáticas positivas, como coragem, resiliência e autoestima através das interações com os pets voluntários da ONG em um local reservado especialmente para visita. O momento é acompanhado por profissionais da Psicologia, Enfermagem e da Humanização. 

De acordo com os coordenadores do projeto, Vinicius Fava Ribeiro e Andréa Petenucci (TAC), a escolha por temas pertinentes não só ao adoecimento é feita pensando em um contexto mais amplo, já que, na sua integridade, os pacientes lidam com circunstâncias que vão além do adoecimento. “São temas ligados à própria vida, a elementos que nos instrumentalizam para lidar com as demandas da vida de uma forma cada vez melhor”, comentam.

Para Maria Helena Sponton, coordenadora do Centro Integrado de Humanização do Icesp e responsável pela implantação do projeto, a presença de cachorros no ambiente hospitalar é uma ação de humanização e consiste em uma prática de acolhimento que traz benefícios tanto aos pacientes quanto a equipe de saúde. 

 

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