Como nos anos anteriores, no dia 5 de agosto, aconteceu a entrega do Prêmio Octavio Frias de Oliveira. Em 2020, a cerimônia foi online o que permitiu que todos permanecessem em segurança devido a pandemia do novo coronavírus. O evento está em sua décima primeira edição e visa promover o reconhecimento e a contribuição nacional na prevenção e combate ao câncer.

A premiação acontece anualmente sempre na mesma data, em homenagem ao dia de nascimento de Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha, e concedida em três categorias diferentes: Personalidade de Destaque, Pesquisa em Oncologia e Inovação Tecnológica. Os vencedores são escolhidos por uma Comissão composta de representantes do Instituto do Câncer, da Faculdade de Medicina da USP, do Hospital das Clínicas da FMUSP, da Fundação Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Academia Nacional de Medicina, da Academia Brasileira de Ciências, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Oncocentro de São Paulo e da Folha de S. Paulo.

 

Os laureados 

A bióloga e pesquisadora Anamaria Aranha Camargo, foi escolhida como  Personalidade de Destaque, devido aos seus estudos interdisciplinares entre as áreas médica e de biologia molecular.

Na categoria Pesquisa em Oncologia, o líder do estudo vencedor foi médico Caio Abner Leite. O objetivo do projeto era entender a relação entre as marcas deixadas por uma grande inflamação no organismo e o desenvolvimento de tumores no intestino. A descoberta cria perspectivas para a prevenção de câncer em quem tem doenças inflamatórias intestinais, seja com a manipulação, a indução ou a transferência dessas células, embora alguns imunoterápicos podem aumentar ou reduzir a atividade da célula T.

O prêmio em Inovação Tecnológica, foi entregue à bióloga Luiza Abdo, que representava o grupo que tinha por objetivo achar meios de tornar mais barata uma terapia para tratar leucemias. Com o novo método é possível fazer a manipulação em apenas um dia com auxílio de sequências de DNA capazes de se replicarem e de se autoinserirem no genoma, além disso, o preço desse tratamento cairia drasticamente.

“A premiação é uma grande oportunidade de reconhecer a qualidade de trabalho da ciência que fazemos no nosso país. Isso tem sido possível graças ao Grupo Folha, a um número bastante expressivo de pesquisadores e de Instituições o que possibilita a criação de uma atmosfera e o ambiente necessário para que consigamos seguir na geração de conhecimento que possam vir a ajudar os pacientes com câncer”, comenta o coordenador do Centro de Investigação Translacional em Oncologia do Icesp e vice-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Prof. Dr. Roger Chammas.

Caso não tenha conseguido acompanhar a transmissão ao vivo, o vídeo está disponível no canal TV FOLHA, do jornal Folha de S. Paulo no YouTube. 

 

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