O Icesp possui um dos maiores parques radioterápicos da América Latina. A área abriga seis aceleradores lineares para radioterapia, um equipamento de braquiterapia - técnica pela qual o material radioativo fica em contato direto com a região a ser tratada, através de cateteres, agulhas e dispositivos especiais -, e um tomógrafo-simulador para realizar o planejamento em 3D de procedimentos radioterápicos. 

Atualmente, com a evolução da tecnologia aplicada na ciência, já é possível oferecer aos pacientes com câncer uma técnica que modula a intensidade da radiação para cada campo de tratamento. A chamada radioterapia com intensidade modulada (IMRT), disponível no Icesp, concentra doses elevadas de radiação em focos menores, preservando os tecidos adjacentes (vizinhos) sadios. As complicações e os efeitos colaterais decorrentes desse tipo de tratamento são menores quando comparados ao método de radioterapia convencional. 

Radiocirurgia 

No SUS, o hospital é pioneiro na técnica que permite tratar alguns tipos de câncer sem cortes, causando menos danos aos tecidos sadios, com a chamada radiocirurgia intracraniana e a radiocirurgia corpórea (ou radioterapia estereotática fracionada). 

A radiocirurgia é indicada para pacientes com tumores primários ou metástases localizadas no pulmão e na coluna vertebral, desde que isolados e com até cinco centímetros de diâmetro. Antes de dar início ao tratamento, uma imagem do tumor gerada pelo próprio equipamento de radioterapia é realizada para que a equipe de médicos e físicos possa posicionar o alvo que será submetido à radiação.

A tecnologia de ponta visa concentrar uma grande dose de radiação em focos bastante específicos, provocando a morte das células cancerígenas por meio da quebra de seu DNA e chance mínima de danos aos tecidos sadios. 

Além disso, o equipamento possibilita que, mesmo havendo uma pequena movimentação do tumor provocada pela respiração, por exemplo, somente a área programada seja tratada. Isso porque o aparelho ajusta os disparos quando o tecido saudável fica à frente do dispositivo emissor da radiação. 

O procedimento dura, em média, cerca de uma hora e libera o paciente para voltar à sua rotina normal logo em seguida.

 

Dúvidas frequentes sobre radioterapia:

A radioterapia atinge as células normais?

Sim, atinge. Entretanto, as células normais do nosso corpo, que são maioria, têm capacidade maior de regeneração do que as células tumorais. Ou seja, as células sadias se recuperam mais rápido. Na maioria dos casos, ao final do tratamento, o tumor é destruído e o nosso próprio organismo faz o processo de recuperação “sozinho”. 

O paciente fica com radiação no corpo?

De uma maneira geral, a radiação emitida durante as sessões de radioterapia externa apenas atravessa o corpo do paciente e, portanto, não se instala em nosso organismo. 

A radioterapia pode ser usada no lugar da cirurgia?

Cada paciente é único e responde de uma maneira aos diversos tipos de tratamento existentes para combater o câncer. É importante que cada caso seja analisado com cuidado e, individualmente, para que a equipe médica escolha a melhor opção de cuidado. A radioterapia pode, sim, destruir todo o tumor, o que, nesses casos, tornaria desnecessária a realização de um procedimento invasivo. Geralmente, utiliza-se métodos de tratamentos combinados como quimioterapia e radioterapia ou mesmo a radioterapia e a cirurgia. 

Na radioterapia fala-se muito em sistema de planejamento computadorizado. O que é isso?

O sistema é um software que auxilia os especialistas a simular o tratamento antes de aplicá-lo no paciente, baseado em imagens de exames como tomografia e ressonância magnética. 

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