O que é linfoma? 

A principal função do sistema linfático é defender o organismo de infecções e por isso os órgãos que o constituem (linfonodos, gânglios ou ínguas) estão dispostos em regiões estratégicas do corpo (pescoço, axilas, virilhas, tórax, abdome, baço e fígado). O câncer que afeta este sistema é chamado de linfoma. Há dois tipos de linfomas: linfoma de Hodgkin e os linfomas Não Hodgkin.

Como diagnosticar esse tipo de tumor? 

O aumento progressivo e duradouro dos linfonodos pode ser avaliado através de um simples exame físico. Em caso de suspeita, a investigação deve ser prosseguida através de exames diagnósticos, como exames laboratoriais, exames de imagens (ultrassonografias, tomografias, ressonância magnética ou, mais recentemente, o PET-TC). Contudo, o diagnóstico definitivo, assim como a identificação exata do tipo de linfoma, só pode ser realizado através de uma biópsia do linfonodo suspeito. Exames laboratorais auxiliam o diagnóstico e a programação de tratamento.

Como é o tratamento? 

O principal tratamento para a doença é o quimioterápico, incluindo quimioterapia intratecal (em sistema nervoso central). Em alguns casos, porém, pode ser necessária a realização de radioterapia. 

Quais são os sintomas?

Os sintomas do linfoma irão se manifestar de acordo com o local onde ele se encontra. Tosse, dores torácicas, distensão do abdômen e sudorese noturna excessiva, febre, emagrecimento excessivo sem causa aparente, podem ser indícios da doença. Ínguas próximas ao pescoço, clavículas, axilas e virilhas também são sinais de alerta, principalmente se perduram por mais de duas semanas e se indolores.

Como prevenir?

Curiosamente, as pessoas com ascendência europeia desenvolvem esse tipo de tumor com maior frequência, portanto devem estar atentas aos sintomas, assim como os portadores do vírus HIV e idosos. Fazer um autoexame também é muito importante para detectar possíveis anormalidades e a exposição a produtos químicos deve ser evitada. Indivíduos que se expuseram a substâncias químicas ao longo da vida, como solventes industriais, pesticidas, ou mesmo pacientes que já realizaram quimioterapia ou radioterapia anteriormente têm risco aumentado de desenvolverem linfoma.

 

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