Laboratório de Vetores Virais
Bryan Eric Strauss, PhD

Programa USP no qual orienta:

  • Programa de Pós-graduação em Oncologia
  • Programa de Pós-Graduação Interunidades em Biotecnologia

Áreas de interesse

  • Terapia gênica do câncer
  • Produção de vírus
  • Avaliação do perfil de segurança de vetores virais
  • Modificação genética de células tronco
  • Construção e caracterização de vetores virais
  • Transferência e expressão de shRNA
  • Lentivírus, Adenovírus, Retrovírus, Vírus Adenoassociado

A principal meta do Laboratório de Vetores Virais é o desenvolvimento de novas abordagens de terapia gênica experimental com potencial a serem aplicadas ao tratamento do câncer. A terapia gênica envolve a modificação genética de células alvo com fins terapêuticos. Simplificadamente, o “medicamento” usado pela terapia gênica é um vetor (veículo) de transferência gênica portador de um gene terapêutico. No caso do câncer, os vetores de terapia gênica podem transferir e expressar genes que direta ou indiretamente destroem as células tumorais. Vírus modificados em laboratórios estão entre os vetores de transferência gênica mais utilizados nos protocolos clínicos experimentais de terapia gênica do câncer (Strauss e Costanzi-Strauss, 2013, www.terapiagenica.net.br).

O grupo de pesquisas do LVV, liderado pelo Prof. Dr. Bryan E. Strauss, tem realizado diversos avanços científicos no campo da terapia gênica do câncer. O tratamento do câncer está em constante evolução, com novas drogas e terapias sendo desenvolvidas e testadas, mas a complexidade da doença câncer desafia e limita o sucesso das estratégias terapêuticas. Para o tratamento desta complicada doença, o LVV está focado em uma abordagem compreensiva onde vetores de transferência gênica são utilizados para simultaneamente promover a morte de células tumorais e estimular a resposta imunológica, fazendo com que o organismo crie defesas contra a evolução do câncer. Os esforços do LVV tiveram início implementando vetores virais (retrovírus, lentivírus, adenovírus, vírus adenoassociado) visando tornar a transferência gênica fácil, eficiente e segura ao paciente (Strauss e Costanzi-Strauss, 2004; Bajgelman e Strauss, 2008; Bajgelman et al., 2013). Estes vetores aprimorados foram utilizados para transferir e expressar os genes supressores de tumor p53 e p19Arf em células tumorais, o que resultou em morte das células tratadas (Strauss et al., 2005; Merkel et al., 2010). No decorrer das pesquisas, introduzimos um novo gene terapêutico, trata-se do gene interferon-β, um forte ativador de resposta imunológica. Observamos que a terapia gênica dirigida para múltiplos alvos (a célula tumoral e a resposta imune) é mais eficaz do que à administração individual (Merkel et al., 2013). Mesmo tendo um caminho longo à frente, os resultados experimentais demonstram que esta estratégia tem potencial e poderá trazer benefícios para o tratamento do câncer.

Outras áreas de interesse do LVV são: a) associação de terapia gênica com quimioterapia; b) desenvolvimento da tecnologia de produção de vetores virais para aplicação em protocolos clínicos experimentais; c) a modificação genética de células tronco e d) implementação de novas tecnologias capazes de revelar a resposta celular após tratamento com os vetores virais.

O LVV é um ambiente de pesquisa voltado ao desenvolvimento e otimização do potencial clínico da terapia gênica. Ao longo prazo, a nossa meta é fazer dos protocolos clínicos de terapia gênica do câncer uma realidade. É crítico o conhecimento da patofisiologia molecular do câncer, bem como expertise em técnicas de transferência gênica, regulação gênica, vetores alvo dirigidos, imunologia celular, desenvolvimento de modelos animais e muito mais. A nossa equipe de pesquisadores, pós-doutorandos, estudantes de pós-graduação e técnicos suporta trabalho integrado de pesquisa básica, pré-clínica e clínica comprometida com os avanços da terapia gênica para o tratamento do câncer.

Pesquisadores associados:

  • Daniela Bertolini Zanatta, PhD
  • Marlous Vinícius Gomes Lana, MSc

Membros do laboratório:

  • João Paulo Portela Catani, PhD
  • Rodrigo Esaki Tamura, PhD
  • Aline Hunger Ribeiro, MSc
  • Paulo Roberto Del Vale, MSc
  • Ruan Felipe Vieira Medrano, MSc
  • Igor Vieira, BSc
  • Gissele Rolemberg, BSc
  • Ruana Calado, BSc
  • Samir Andrade, BSc
  • Taynah Ibrahim Picolo David, BSc
  • Zenóbio Antônio Viana de Barros, BSc

Contato profissional:
(11) 3893-3554
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Laboratório de Inovação em Câncer Ricardo Renzo Brentani
Luisa Lina Villa, PhD

Biologia e Imunologia das Infecções por HPV e Tumores relacionados

Pesquisadores associados:

  • Laura Cristina Sichero Vettorazzo, PhD
  • Lara Termini, PhD
  • João Simão Pereira Sobrinho, BSc
  • Silvaneide Aparecida Ferreira, BSc

Membros do laboratório:

  • Mirian Galliote Morale, MSc
  • Lanre Precieux Sulaiman, MSc
  • Lucas Bueno Oliveira, BSc
  • Ricardo Cesar Cintra, BSc

Laboratório de Biologia Molecular
Laura Cristina Sichero Vettorazzo, PhD

Programa USP no qual orienta:

  • Programa de Pós-graduação em Oncologia

Área de interesse:

  • Variabilidade genética de HPV, impacto na epidemiologia e função.

O HPV é transmitido principalmente através do contato sexual e a infecção por estes vírus está fortemente associada ao desenvolvimento de tumores do colo do útero, da vulva e do ânus em mulheres, câncer do pênis e do ânus em homens, assim como os tumores da cabeça e pescoço, em ambos os sexos.

Desde 2005, um estudo prospectivo em homens Internacional (infecção por HPV em homens - HIM - Brasil, México, Estados Unidos) está sendo realizada com seguimento de 4.500 homens a cada seis meses para quatro anos.

A fim de melhor compreender o significado da história natural da infecção por HPV em homens, objetiva-se (1) Determinar a frequência de mais de 50 tipos de HPV em amostras combinadas orais/peniana/canal anal de 800 homens participantes do estudo HIM; (2) Determinar a frequência de diferentes variantes moleculares do HPV-6 e do HPV-16 em lesões genitais externas (LGE) e esfregaços genitais; (2) Verificar a associação entre a infecção por diferentes variantes moleculares destes tipos virais e o risco de desenvolvimento de LGEs; (3)Identificar fatores independentemente associados com a detecção desses tipos e variantes de HPV em diferentes sítios anatômicos dos homens participantes do estudo HIM.

A infecção por HPV-16 está fortemente associada ao risco de desenvolvimento de neoplasias do colo do útero. Este é o tipo viral mais prevalente tanto em amostras de citología normal quanto em amostras de câncer cervical no mundo todo. A variabilidade nucleotídica intra-típica de HPV-16 tem sido extensivamente estudada resultando em importantes achados no que concerne à filogenia e evolução do vírus e a história natural das infecções. Pelo exposto, objetiva-se analisar a ação das proteínas E6/E7 de diferentes variantes moleculares de HPV-16 na via de transdução de sinal mediada por MAPK, além do impacto da variabilidade genética de HPV-16 na proliferação celular, migração, transformação celular e angiogênese.

Membros do laboratório:

  • Jimena Paola Hochmann Valls, MSc
  • Ema Elissen Flores, BSc
  • Emily Montosa Nunes, BSc

Contato profissional:
(11) 3893-3011
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BioBanco
Myiuki Uno, PhD

Área de interesse:

  • Análise de expressão de genes relacionados a via de MELK em astrocitomas

Com o intuito de descobrir novos alvos terapêuticos o nosso grupo de pesquisa selecionou genes hiperexpressos em glioblastomas (GBMs) em relação ao astrocitoma pilocítico (AGI) pela análise de microarray de oligonucleotídeos. Entre os genes selecionados, o da proteína quinase denominada MELK (Maternal Embryonic Leucine Zipper Kinase) mostrou uma maior expressão em GBMs em relação ao AGI, confirmado posteriormente por PCR em tempo real (qRT-PCR) em uma série ampliada de astrocitomas. Posteriormente, em estudos funcionais in vitro, observou-se uma redução na proliferação e de formação de colônias em crescimento independente de ancoragem após o silenciamento da expressão de MELK por siRNA. Foi observado também que MELK pode estar inibindo a apoptose, bem como estar envolvido no aumento da migração celular. Uma maior limitação em estudos do papel de MELK como uma proteína quinase é a falta de conhecimento dos processos celulares ou vias de sinalização nos quais estão envolvidos. Pela grande potencialidade de MELK como alvo terapêutico, a continuidade deste estudo é fundamental para o melhor entendimento da função de MELK no envolvimento da tumorigênese dos astrocitomas. Este projeto, portanto, tem como objetivo analisar o perfil de expressão de um painel de genes relevantes para os processos celulares da via relacionadas a MELK no processo da tumorigênese (proliferação, migração, apoptose) através da realização do estudo de expressão gênica de três RT2 Profiler PCR Arrays (Cancer Pathway Finder, Cell Motility e Apoptosis) antes e após silenciamento da expressão de MELK por siRNA em linhagem estabelecida de GBM. O estudo de expressão de proteínas será realizado através de eletroforese bidimensional por espectrometria de massa. A validação da expressão dos genes relevantes será realizada por qRT-PCR em uma casuística de astrocitomas de diferentes graus de malignidade. Os resultados esperados são entender melhor o papel de MELK e de proteínas envolvidas em processos e vias de sinalização em astrocitomas, que poderiam levar à descoberta de novos alvos terapêuticos.

Membros do laboratório:

  • Michele Tatiana Pereira Tomitão, MSc
  • Celia Kazuko Miyagui, BSc
  • Denise Raquel de Sousa Cappi, BSc
  • Diogo Dias Araujo, BSc
  • Helena Salinas Dias, BSc
  • Maria José Ferreira Alves, BSc

Contato profissional:

(11) 3893-3021

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Laboratório de Genética Molecular
Maria Aparecida Nagai, PhD

Programa USP no qual orienta:

  • Programa de Pós-graduação em Oncologia
  • Programa de Pós-Graduação Interunidades em Biotecnologia

Área de Interesse:

  • Genética Molecular
  • Oncologia Molecular
  • Sinalização Celular

Genômica funcional integrativa em câncer de mama

O câncer de mama é a neoplasia mais frequente e a principal causa de morbidade e mortalidade na população feminina mundial. Apesar dos avanços no conhecimento das bases moleculares do câncer de mama decorrentes da utilização de plataformas de transcriptoma e genômica, a quimioterapia continua sendo o tratamento mais utilizado para o câncer de mama metastático. Entretanto, a resistência adquirida aos compostos utilizados constitui o maior obstáculo para o sucesso do tratamento. Assim, a pesquisa por novos marcadores que possam melhor predizer o prognóstico e a resposta das pacientes a terapias específicas é ainda alvo de intensa investigação. O principal objetivo de nosso grupo é o desenvolvimento de estudos prospectivos na área de genômica funcional, que envolvam a interação entre clínicos, patologistas, biologistas, matemáticos e bioinformátas, visando acelerar a identificação e caracterização de novos biomarcadores moleculares e sua utilização na prática clinica. Vários genes identificados como diferencialmente expressos em nossos estudos podem ser considerados potenciais candidatos a marcadores de prognóstico e também de sensibilidade ou resistência a drogas utilizadas no tratamento do câncer de mama. Nesse contexto, desenvolvemos também estudos, in vitro e in vivo, para avaliar o papel funcional desses genes na morfogênese da glândula mamária e no processo de tumorigênese da mama. A caracterização funcional de novos biomarcadores pode permitir a identificação de novos alvos terapêuticos e melhorar nossa compreensão sobre os mecanismos envolvidos na sensibilidade e resistência a drogas quimioterápicas.

Pesquisadores associados:

  • Ana Carolina Pavaneli Alves, MSc
  • Elisabete Miracca, PhD
  • Flavia Regina Rotea Mangone, PhD
  • Simone Aparecida Bessa, PhD

Membros do laboratório:

  • Naieli Bonatto MSc
  • Erika Macedo da Silva, BSc
  • Lourival Antunes de Oliveira Filho, BSc
  • Maira Andrea Valoyes Valoyes, BSc
  • Natalia Cruz e Melo, BSc

Contato profissional:

(11) 3893-3013

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Carlos Alberto Buchpiguel , MD. PhD

Áreas de interesse

  • Estudo dos métodos de neuroimagem funcional em neurologia e psiquiatria e imagem molecular em oncologia e neuropsiquiatria

Neuroimagem funcional em Demência de Alzheimer

Objetivo: Avaliar achados de neuroimagem funcional com emprego de PET e SPECT cerebrais nas fases precoces da demência de Alzheimer e comparar os resultados com achados de neuroimagem estrutural e de testes neuropsicológicos.

Estudos de fluxo sanguíneo cerebral nos transtornos do humor e do espectro obsessivo-compulsivo

Objetivo: Avaliar através de métodos de neuroimagem funcional as possíveis alterações no fluxo sanguíneo cerebral regional em transtornos do humor e do espectro obsessivo-compulsivo, analisando as áreas funcionais cerebrais envolvidas nos diferentes estágios e subtipos de transtornos, e correlacionando com outros métodos de avaliação neuropsicológicos e por imagem.

Contato profissional:

(11) 3082-1015

Laboratório de Oncologia Experimental
Roger Chammas, MD-PhD

Áreas de interesse

  • Glicobiologia e Medicina Experimental
  • Adesão Celular, Glicosilação e Câncer
  • Microambiente tumoral como alvo teragnóstico

Porque tratamentos falham e como aumentar a precisão e a sensibilidade dos tratamentos

Os melanomas cutâneos são frequentemente de difícil tratamento quando diagnosticados em estágios avançados. As células de melanoma se adaptam para sobreviver em condições ambientais extremas e estão dentre os tumores com maior instabilidade genômica. Nós temos estudado os mecanismos adjacentes ao desenvolvimento de resistência ao tratamento ou as razões pelas quais os tratamentos falham; e, como estes mecanismos se aplicam para diferentes tipos de câncer, enfatizando tumores gastrointestinais e tumores de mama. As células de melanoma desenvolvem tanto mecanismos de resistência intrínsecos como extrínsecos para terapias convencionais e terapias alvo-dirigidas. Dentre os mecanismos intrínsecos, temos abordado os mecanismos de autofagia, adaptação ao estresse do retículo endoplasmático e reprogramação metabólica como alvo para terapia combinada. Dentre os mecanismos extrínsecos, a repopulação tumoral desencadeada por células do sistema imune inato ou por vesículas extracelulares estão sob investigação. Vesículas extracelulares carreiam glicoconjugados aberrantes provenientes de células tumorais, como gangliosídeos e também são enriquecidas por marcadores tumorais conhecidos, como a galectina-3. Nós temos fornecido evidências de que a galectina-3 exerce uma função adaptativa na sobrevivência das células tumorais em condições de estresse. A nível celular, a galectina-3 é um elemento induzido por hipóxia e privação de soro que favorece a sobrevivência da célula. Sobre estresse contínuo, a galectina-3 é secretada. No espaço extracelular essa lectina orquestra a formação de novos vasos sanguíneos e favorece a formação de metástase. A galectina-3 extracelular não consiste em somente um marcador. Mas também configura-se em um potencial alvo de tratamento. Finalmente, nós estamos interessados em entender como os vasos sanguíneos maturam e adquirem completa funcionalidade. Curiosamente, a falha do tratamento é frequentemente associada com vasos imaturos que não permitem uma perfusão eficiente dentro dos tumores. As estratégias para normalização das funções e do tônus vascular tumoral têm sido idealizadas e estão sob testes em nosso laboratório. Temos, assim, a intenção de prover formas para sensibilizar as células para diferentes formas de terapias, convencional e alvo-dirigida, além de definir um timing para a combinação de estratégias. A interação do nosso grupo com outros grupos que trabalham no ICESP será crucial para determinar o timing da combinação através de imagem, aumentando a precisão do tratamento experimental, além de formas efetivas de entrega de genes ou construções geneticamente modificadas a fim de seguir a taxa de sucesso das estratégias terapêuticas testadas.

Pesquisadores associados:

  • Andrea Hanada Otake, PhD
  • Luciana Nogueira de Sousa Andrade, PhD
  • Tharcísio Citrangullo Tortelli Júnior, PhD
  • Renata de Freitas Saito, PhD
  • Tatiane Furuya, MSc

Membros do laboratório:

  • Luciana Kovacs dos Santos, PhD
  • Matheus Ferracini, PhD
  • Mauro Cesar Cafundo de Morais, PhD
  • Priscila Daniela Cirillo, PhD
  • Silvina Odete Bustos, PhD
  • Adalberto Alves Martins Neto, MSc
  • Ana Carolina Ferreira Cardoso, MSc
  • Jânio da Silva Mororó, MSc
  • Karina Mie Furuzawa, MSc
  • Sara Milani, MSc
  • Angélica María Patiño Gonzáles, MD
  • Alexandre Sarmento Queiroga, BSc
  • Lizeth Carolina Córdoba Camacho, BSc
  • Mayara D' Auria Jacomassi, BSc
  • Mariana Mari Ikoma, BSc
  • Silvia Braga, BSc
  • Sara Yumi Motoike, IC
  • Juliana Martes Sternlicht, pré-IC

Maria Aparecida Azevedo Koike Folgueira, MD-PhD

Áreas de interesse

  • Fatores genéticos e ambientais em pacientes jovens com câncer
  • Efeitos hormonais sobre a proliferação e expressão gênica em câncer de mama
  • Marcadores de resposta à quimioterapia em câncer de mama

Pesquisadores associados:

  • Maria Lucia Hirata Katayama, PhD
  • Simone Maistro, PhD
  • Rosemeire Roela, PhD
  • Fatima Passini, PhD

Membros do laboratório:

  • Giselly Encinas Zanetti, PhD
  • Daniela Marques Saccaro, MSc
  • Elizabeth Santana dos Santos, MSc
  • Ana Carolina Ribeiro Chaves de Gouvêa, BSc
  • Rodrigo Santa Cruz Guindalini, BSc
  • Tauana Rodrigues Nagy, BSc

Epidemiologia
Alessandro Campolina, MD. PhD

Programa: Avaliação de Tecnologias e Epidemiologia do Câncer
Grupo: Epidemiologia
Core: Apoio a Avaliações de Tecnologia em Saúde

O câncer é uma doença crônica de abordagem complexa com diferentes fatores causais, entre eles os relacionados com estilo e hábitos de vida, hereditariedade, susceptibilidade genética, exposição a fatores ambientais e ocupacionais, e infecção por vírus.

A redução da mortalidade dos portadores de câncer é atribuível a diversos tipos de iniciativas em saúde, incluindo prevenção, detecção precoce e acesso a tratamentos efetivos. Entretanto, os benefícios econômicos e sociais desses investimentos são bastante variáveis. Por outro lado, o tratamento do câncer é um dos maiores focos de inovação em medicina.

Na atualidade, a pesquisa em oncologia é uma das áreas mais ativas no desenvolvimento de novas terapêuticas, contribuindo com uma grande parcela dos novos medicamentos aprovados em todo o mundo. Entretanto, a inovação tecnológica em oncologia tem sido acompanhada de um aumento considerável dos custos da assistência à saúde. Essa tendência tem levado ao interesse crescente em considerar questões de “valor” (entendidas como benefício e qualidade das intervenções propostas em relação ao custo econômico implicado) envolvidas na abordagem do câncer.

Nesse contexto, o enfoque em estratégias de saúde translacional, que permitam a tradução e disseminação do conhecimento da “investigação à prática”, é fundamental para que novas tecnologias em saúde sejam desenvolvidas e incorporadas à prática clínica, em benefício dos pacientes que realmente necessitam.

Os investigadores desse grupo de pesquisa compartilham o interesse por zonas de entrecruzamento de saberes da epidemiologia, da clínica e da gestão em saúde, que através dos estudos de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), permitam desencadear processos de translação de conhecimentos para cenários populacionais ampliados, através de:

Estudos de Efetividade Comparativa e de Avaliação Econômica em Saúde

Compreendem um conjunto de estudos (primários e secundários) que avaliam a distribuição e os fatores de risco de uma determinada doença; e comparam estratégias para prevenir, diagnosticar, tratar e monitorar intervenções em saúde. Muitas vezes esses estudos utilizam sistemas de gerenciamento e tratamento de informações de registros de pacientes, bem como modelagem e construção de novas estruturas de banco de dados. O objetivo deste tipo de pesquisa é informar pacientes, prestadores de assistência à saúde e tomadores de decisão sobre quais são as intervenções mais efetivas no “mundo real” (fora de condições controladas), assim como o público-alvo e as circunstâncias a serem utilizadas.

Compreendem também estudos que buscam estabelecer o “valor” de uma tecnologia em saúde, podendo ser usados como apoio aos processos de decisão quanto à incorporação e reembolso dessa tecnologia. Representados principalmente pelas análises de custo de doença, de custo-efetividade, de custo-benefício e de custo-utilidade são usados para definir qual a melhor forma de se empregar os recursos financeiros de um sistema de saúde para a obtenção do maior benefício para a população.

Estudos de Revisão Sistemática da Literatura Científica

Compreendem os estudos que buscam sintetizar a literatura científica de modo abrangente e sistemático, de modo a analisar criticamente e reunir as melhores evidências disponíveis para a abordagem de uma determinada condição de saúde. Além de ser uma das técnicas mais utilizadas para a elaboração de diretrizes clínicas ou de políticas de saúde, a revisão sistemática é, em geral, utilizada para se obter estimativas para a construção de modelos de avaliação econômica em saúde.

INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO PAULO

Av. Dr. Arnaldo, 251 - Cerqueira César - São Paulo - SP
CEP: 01246-000 | Tel.11 3893-2000